sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Forma de falar pode medir a depressão


Eu pessoalmente tinha sentido essa diferença no meu modo de falar,

 com a depressão instalada a fala fica lenta, parece que o raciocínio 

também. O meu psiquiatra também comenta a mudança do ritmo da fala

 quando o antidepressivo está fazendo efeito: fala mais fluída, 

com ritmo mais rápido e entonação mais viva.

Forma de falar pode 'medir' a depressão

Descoberta traz vantagens a pacientes que vivam em sítios mais remotos

A forma como falamos pode servir para avaliar os níveis da depressão e também a 
resposta do
 paciente ao tratamento, segundo o estudo realizado entre a Universidade de Melbourne 
e o Centro de Análise Psicológica (Center for Psychological Consultation, em inglês), de
Wisconsin, 
EUA.
A palpitante descoberta deste estudo passa pelo facto da depressão poder ser monitorizada
 pelo
 telefone através da observação das alterações na fala dos pacientes. Adam Vogel, 
investigador responsável pela Unidade de Neurociência da Fala (Speech Neuroscience 
Unit, em inglês), da Universidade de Melbourne, disse que a fala é um forte indicador da nossa 
saúde cerebral e as alterações na forma como nós soamos reflete a forma como o cérebro 
está a funcionar.
“A fala nas pessoas com depressão altera quando eles respondem ao tratamento,
 tornando-se
 mais rápida com menos pausas. As pessoas com depressões mais profundas produzem 
pausas mais longas e têm uma percentagem de fala mais lenta”, afirma o especialista.
Os pacientes foram convidados para ligarem para um sistema telefónico automatizado e
 deixar 
amostras da sua fala, tal como dizerem como se sentem, ler a passagem de um texto e 
recitarem
o alfabeto.
Para James Mundt, outro investigador do Centro de Análise Psicológica de Wisconsin, “isto 
oferece uma grande flexibilidade ao tratamento uma vez que agora podemos analisar os 
pacientes remotamente, observando os seus padrões de fala, mesmo que estes vivam em 
locais 
remotos e rurais”.
O estudo publicado no Jornal Biological Psychiatry foi, até à data, a maior investigação 
realizada, 
ao nível global, no campo da relação entre fala e depressão.
Ler notícia integral  em BBC News Health
24 de agosto de 2012
@SAPO 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Roupa com ar condicionado - será a solução para um verão sufocante?

http://www.japantrendshop.com/kuchofuku-airconditioned-cooling-work-shirt-p-1202.html

If you work in hot conditions, don't sweat it out any more. Kufukucho has come up with an ingenious solution. The Air-Conditioned Cooling Work Shirt! Yes, following the brand's clever series of seat cushions, mats and beds, this polyester shirt features fans that drive fresh, cooling air flow all over your body.
Kuchofuku Air-Conditioned Cooling Work Shirt
Powered by simple household batteries in a control box, you just need to connect the fans to the slow on the back of the shirt, and then hook up the cable. Adjustable to high or low depending on how much you need to cool down, the shirt is also available in a range of sizes and even features useful pockets and short sleeves to add to the practicality, and of course the coolness! Perfect for long, hard days in the hot months!
Kuchofuku Air-Conditioned Cooling Work Shirt
The Kufukucho Air-Conditioned Work Shirt features:
  • P-500HC69 fan-cooled shirt
  • Short sleeves
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  • Weight: about 550g (19.4 oz)
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  • Power: AA batteries x2 (not included)
Size
Kuchofuku Air-Conditioned Cooling Work Shirt
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Designer japonês inventa roupa com ar condicionado incorporado (com vídeo)

Designer japonês inventa roupa com ar condicionado incorporado (com vídeo) Uma pequena empresa de design japonesa, a Kuchofuku Co, está a comercializar camisolas, calças e casacos equipados com um pequeno aparelho de ar condicionado, uma inovação que pretende responder às restrições energéticas no Japão pós-Fukushima.
De acordo com a AFP, estes equipamentos de ar condicionado baseiam-se numa bateria de lítio que pode manter a roupa fresca durante 11 horas com uma única carga, consumindo muito menos energia que um ar condicionado tradicional.
As roupas mais baratas custam cerca de €77 e poderão chegar em breve aos Estados Unidos, onde várias regiões se debatem com temperaturas muito elevadas, ou até a Portugal, no Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território.
“Tive esta ideia quando me ocorreu que não precisávamos de arrefecer uma sala inteira se as pessoas se sentirem frescas por si próprias”, revelou o presidente e designer da Kuchofuku, Hiroshi Ichigaya.
“Trabalho num local muito quente e tenho de usar fatos de manga comprida, por isso comprei este equipamento para ficar fresco e evitar ataques de coração”, explicou por sua vez ao The Telegraph Ryo Igarashi, de 33 anos.
Ainda segundo a AFP, esta não a primeira vez que uma empresa de design japonesa tenta reinventar o conceito de arrefecimento pessoal. Veja este exemplo. E este.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Depressão Crônica, que vai e volta...tentando entender.

Já descobri que sou uma MULHER BARÔMETRO, que as variações atmosféricas me atingem de um modo muito marcante. É só uma tempestade começar a se armar que tenho ataques de sonolência, mal estar e tudo de ruim que acompanha essa turbulência meteorológica e pessoal.


Agora, depois de um período conturbado, em que a fluoxetina parece não funcionar mais para me ajudar a viver estamos (com ajuda do meu psiquiatra) testando um novo medicamento e novas dosagens.
É um período em que o desejo de melhorar pode mascarar os reais efeitos do remédio...e tenho que prestar muita atenção para saber distinguir se estou melhor ou se estou com vontade de achar que estou melhor.


Há muito tempo já aprendi a mandar à merda (em silêncio, com expressões faciais, etc) aquelas pessoas que diante da palavra depressão dizem, ai deixa disso, vai passar, sai dessa cama, faz uma viagem...ou pior ainda vêm com insinuações religiosas ou de auto-ajuda...maldita boa intenção, vá para o inferno juntar-se às outras boas intenções que lá habitam.


Além do efeito devastador da depressão no corpo e no ânimo, a culpa fica martelando o tempo todo. Culpa por tudo, desde não fazer a lição de casa, não tomar banho até a fome que assola o mundo.


Comigo ocorre o fenômeno da mudez seletiva, não consigo telefonar e conversar com pessoas queridas, não tenho o que dizer, tenho medo de que me perguntem como eu vou e eu não saiba responder.  Só consigo conversar com meu psiquiatra, afinal pago para falar de mim e tentar sair do sarcófago.
Consigo dizer bom dia aos empregados do prédio e até trocar palavras simpáticas com estranhos...mas isso não é conversar, é só troca de civilidade. Também consigo trocar ideias com amigos virtuais. Nesses tempos escuros para mim a internet e as redes sociais são uma tábua de salvação. Consigo tocar um blog sobre surdez, lendo e selecionando notícias sobre o assunto, estou até conseguindo fazer este texto. E me pergunto será efeito da dose dupla do novo antidepressivo? Espero sinceramente que sim. Já aprendi ao longo de tantos anos que não quero me livrar dos remédios, quero é encontrar um remédio que me ajude a viver. Que me ajude a não desejar desligar o botão e simplesmente deixar de ser.


O assunto suicído é sempre um parceiro da depressão, e às vezes aparece como forma de desejo de expirar, desejo de acabar como quem apaga a luz, nada de suicídos dramáticos, sangrentos, matéria de capa e de investigações policiais. Porque a velha culpa também rege a vontade de desaparecer. Desaparecer mas sem causar problemas para os outros. Morrer sem manchar a calçada de sangue. Sem despertar nenhuma culpa nos vivos. Sem que os vivos fiquem queimando os neurônios perguntando o que eu deixei de fazer?


Depressão, como toda e qualquer doença é um  problema pessoal, mas como somos seres gregários, por escolha ou falta de opção, nossos atos se refletem nos outros. Daí a vergonha de  passar meses sem telefonar para pessoas queridas, a vergonha de passar dias sem querer sair de casa, sem trocar de roupa, sem conseguir passear, me divertir, ir ao cinema, fazer ou receber visitas. Um sono absurdo, uma fome feroz (falta de serotonina?), falta total de qualquer sentimento de prazer, abandono de tudo aquilo que a gente sempre gostou...e tudo isso acompanhado de uma enorme dor, uma dor penetrante, gritante, indefinida. Falta de qualquer esperança de saída, de futuro.  E o click de apagar, ideia constante.
 O simples fato de poder escrever sobre isso me consola, estou podendo fazer alguma coisa, agora estou ligeiramente viva, batucando nas teclas. Espero que dure essa trégua.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Enxaqueca pode aumentar o risco de depressão, diz estudo

Enxaqueca pode aumentar o risco de depressão, diz estudo

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,enxaqueca-pode-aumentar-o-risco-de-depressao-diz-estudo,804404,0.htm 

De acordo com pesquisadores, pessoas com depressão clínica também teriam grandes chances de sofrer dores de cabeça latejantes

29 de novembro de 2011 | 9h 12

Reuters
Pessoas que sofrem com dores de cabeça muito fortes correm mais riscos de desenvolver depressão clínica, sugere um novo estudo, realizado por especialistas do Canadá. A pesquisa, publicada na revista Headache (dor de cabeça em português), ainda sugere que as pessoas com depressão clínica também têm grandes chances de ter enxaqueca. De acordo com os pesquisadores, porém, essa segunda descoberta pode ter sido feita ao acaso.
Pesquisa mostoru que pessoas com enxaqueca têm 80% mais probabilidade de desenvolver depressão - Arquivo/AE
Arquivo/AE
Pesquisa mostoru que pessoas com enxaqueca têm 80% mais probabilidade de desenvolver depressão

Para a líder da equipe, Geeta Modgill, da Universidade de Calgary, aqueles que sofrem de enxaqueca e depressão precisam conhecer os sinais de ambos os males, já que sofrer de um deles pode significar vir a ter o outro.

Enxaquecas são dores de cabeça latejantes, às vezes em apenas um lado da cabeça, que podem vir acompanhadas de náuseas e sensibilidade à luz. Às vezes, elas podem ser precedidas de perturbações visuais conhecidas como 'auras'. Depressão é um transtorno mental grave definida por um conjunto de sintomas que podem incluir a tristeza, a insônia, a fadiga e dormência emocional.

Para realizar esse novo estudo, a equipe de Modgil utilizou dados da Pesquisa Nacional de Saúde da População Canadense, que avaliou mais de 15 mil pessoas, a cada dois anos, entre 1994 e 2007. No geral, cerca de 15% delas tiveram depressão e cerca de 12% sofreram enxaquecas ao longo desses 12 anos.

Casos de depressão foram significativamente mais comuns entre as pessoas que apresentaram enxaqueca no início do estudo - 22% dos pacientes com enxaqueca também tinham depressão, versus 14,6% daqueles que não tinham a doença.

Esse fato mostrou que pessoas com enxaqueca têm 80% mais probabilidade de desenvolver depressão do que pessoas sem essas dores de cabeça. A ligação também se manteve quando foram analisadas outras influências, como idade e sexo.

Pessoas com depressão também mostraram ter 40% mais probabilidade de desenvolver enxaqueca do que os não deprimidos, mas essa relação não era tão forte quanto a primeira. Além disso, a associação desapareceu quando os dados foram ajustados para o estresse e o trauma de infância.

Segundo os pesquisadores, certas situações vividas na infância podem alterar a forma como o cérebro responde ao estresse mais tarde, mas este tipo de estudo não serve para destrinchar os efeitos biológicos. A pesquisa também não pode determinar causa e efeito para o link percebido entre a depressão e a enxaqueca.

Apesar de nenhum mecanismo evidente, Geeta Modgill afirmou que 'algo está acontecendo aqui', merecendo ser estudado. "O próximo passo deve focar em como explorar esta informação e de que forma ela poderá ser usada por médicos", disse a pesquisadora.