Até bem pouco tempo sentir-se mal no calor do verão poderia parecer uma excentricidade, uma bizarrice, uma postura pedante, uma vontade de contariar...felizmente alguns médicos e pesquisadores resolveram levar a sério nossas queixas e angústias. Faço este blog para pessoas que como eu se sentem mal durante os meses de verão,não suportam o calor e suas consequências. Estes textos não podem funcionar como diagnóstico ou induzir a automedicação.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
domingo, 18 de agosto de 2013
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Forma de falar pode medir a depressão
Eu pessoalmente tinha sentido essa diferença no meu modo de falar,
com a depressão instalada a fala fica lenta, parece que o raciocínio
também. O meu psiquiatra também comenta a mudança do ritmo da fala
quando o antidepressivo está fazendo efeito: fala mais fluída,
com ritmo mais rápido e entonação mais viva.
Forma de falar pode 'medir' a depressão
Descoberta traz vantagens a pacientes que vivam em sítios mais remotos
A forma como falamos pode servir para avaliar os níveis da depressão e também a
resposta do
resposta do
paciente ao tratamento, segundo o estudo realizado entre a Universidade de Melbourne
e o Centro de Análise Psicológica (Center for Psychological Consultation, em inglês), de
Wisconsin,
Wisconsin,
EUA.
A palpitante descoberta deste estudo passa pelo facto da depressão poder ser monitorizada
pelo
pelo
telefone através da observação das alterações na fala dos pacientes. Adam Vogel,
investigador responsável pela Unidade de Neurociência da Fala (Speech Neuroscience
Unit, em inglês), da Universidade de Melbourne, disse que a fala é um forte indicador da nossa
saúde cerebral e as alterações na forma como nós soamos reflete a forma como o cérebro
está a funcionar.
está a funcionar.
“A fala nas pessoas com depressão altera quando eles respondem ao tratamento,
tornando-se
tornando-se
mais rápida com menos pausas. As pessoas com depressões mais profundas produzem
pausas mais longas e têm uma percentagem de fala mais lenta”, afirma o especialista.
Os pacientes foram convidados para ligarem para um sistema telefónico automatizado e
deixar
deixar
amostras da sua fala, tal como dizerem como se sentem, ler a passagem de um texto e
recitarem
recitarem
o alfabeto.
Para James Mundt, outro investigador do Centro de Análise Psicológica de Wisconsin, “isto
oferece uma grande flexibilidade ao tratamento uma vez que agora podemos analisar os
pacientes remotamente, observando os seus padrões de fala, mesmo que estes vivam em
locais
locais
remotos e rurais”.
O estudo publicado no Jornal Biological Psychiatry foi, até à data, a maior investigação
realizada,
realizada,
ao nível global, no campo da relação entre fala e depressão.
Ler notícia integral em BBC News Health
24 de agosto de 2012
@SAPO
sábado, 7 de janeiro de 2012
Roupa com ar condicionado - será a solução para um verão sufocante?
http://www.japantrendshop.com/kuchofuku-airconditioned-cooling-work-shirt-p-1202.html
If you work in hot conditions, don't sweat it out any more. Kufukucho has come up with an ingenious solution. The Air-Conditioned Cooling Work Shirt! Yes, following the brand's clever series of seat cushions, mats and beds, this polyester shirt features fans that drive fresh, cooling air flow all over your body.

Powered by simple household batteries in a control box, you just need to connect the fans to the slow on the back of the shirt, and then hook up the cable. Adjustable to high or low depending on how much you need to cool down, the shirt is also available in a range of sizes and even features useful pockets and short sleeves to add to the practicality, and of course the coolness! Perfect for long, hard days in the hot months!

The Kufukucho Air-Conditioned Work Shirt features:

Available Options:
Uma pequena empresa de design japonesa, a Kuchofuku Co, está a comercializar camisolas, calças e casacos equipados com um pequeno aparelho de ar condicionado, uma inovação que pretende responder às restrições energéticas no Japão pós-Fukushima.
De acordo com a AFP, estes equipamentos de ar condicionado baseiam-se numa bateria de lítio que pode manter a roupa fresca durante 11 horas com uma única carga, consumindo muito menos energia que um ar condicionado tradicional.
As roupas mais baratas custam cerca de €77 e poderão chegar em breve aos Estados Unidos, onde várias regiões se debatem com temperaturas muito elevadas, ou até a Portugal, no Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território.
“Tive esta ideia quando me ocorreu que não precisávamos de arrefecer uma sala inteira se as pessoas se sentirem frescas por si próprias”, revelou o presidente e designer da Kuchofuku, Hiroshi Ichigaya.
“Trabalho num local muito quente e tenho de usar fatos de manga comprida, por isso comprei este equipamento para ficar fresco e evitar ataques de coração”, explicou por sua vez ao The Telegraph Ryo Igarashi, de 33 anos.
Ainda segundo a AFP, esta não a primeira vez que uma empresa de design japonesa tenta reinventar o conceito de arrefecimento pessoal. Veja este exemplo. E este.
If you work in hot conditions, don't sweat it out any more. Kufukucho has come up with an ingenious solution. The Air-Conditioned Cooling Work Shirt! Yes, following the brand's clever series of seat cushions, mats and beds, this polyester shirt features fans that drive fresh, cooling air flow all over your body.
Powered by simple household batteries in a control box, you just need to connect the fans to the slow on the back of the shirt, and then hook up the cable. Adjustable to high or low depending on how much you need to cool down, the shirt is also available in a range of sizes and even features useful pockets and short sleeves to add to the practicality, and of course the coolness! Perfect for long, hard days in the hot months!
The Kufukucho Air-Conditioned Work Shirt features:
- P-500HC69 fan-cooled shirt
- Short sleeves
- Made from polyester
- Color: Dark gray (color may vary slightly from images shown)
- Air flow: about 20 liters per second (strong), about 12 liters per second (weak)
- Weight: about 550g (19.4 oz)
- Power Consumption: 2.5W
- Includes: fans x2, control box, cable
- Power: AA batteries x2 (not included)
Available Options:
Categorias | Uncategorized
Designer japonês inventa roupa com ar condicionado incorporado (com vídeo)
De acordo com a AFP, estes equipamentos de ar condicionado baseiam-se numa bateria de lítio que pode manter a roupa fresca durante 11 horas com uma única carga, consumindo muito menos energia que um ar condicionado tradicional.
As roupas mais baratas custam cerca de €77 e poderão chegar em breve aos Estados Unidos, onde várias regiões se debatem com temperaturas muito elevadas, ou até a Portugal, no Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território.
“Tive esta ideia quando me ocorreu que não precisávamos de arrefecer uma sala inteira se as pessoas se sentirem frescas por si próprias”, revelou o presidente e designer da Kuchofuku, Hiroshi Ichigaya.
“Trabalho num local muito quente e tenho de usar fatos de manga comprida, por isso comprei este equipamento para ficar fresco e evitar ataques de coração”, explicou por sua vez ao The Telegraph Ryo Igarashi, de 33 anos.
Ainda segundo a AFP, esta não a primeira vez que uma empresa de design japonesa tenta reinventar o conceito de arrefecimento pessoal. Veja este exemplo. E este.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Depressão Crônica, que vai e volta...tentando entender.
Já descobri que sou uma MULHER BARÔMETRO, que as variações atmosféricas me atingem de um modo muito marcante. É só uma tempestade começar a se armar que tenho ataques de sonolência, mal estar e tudo de ruim que acompanha essa turbulência meteorológica e pessoal.
Agora, depois de um período conturbado, em que a fluoxetina parece não funcionar mais para me ajudar a viver estamos (com ajuda do meu psiquiatra) testando um novo medicamento e novas dosagens.
É um período em que o desejo de melhorar pode mascarar os reais efeitos do remédio...e tenho que prestar muita atenção para saber distinguir se estou melhor ou se estou com vontade de achar que estou melhor.
Há muito tempo já aprendi a mandar à merda (em silêncio, com expressões faciais, etc) aquelas pessoas que diante da palavra depressão dizem, ai deixa disso, vai passar, sai dessa cama, faz uma viagem...ou pior ainda vêm com insinuações religiosas ou de auto-ajuda...maldita boa intenção, vá para o inferno juntar-se às outras boas intenções que lá habitam.
Além do efeito devastador da depressão no corpo e no ânimo, a culpa fica martelando o tempo todo. Culpa por tudo, desde não fazer a lição de casa, não tomar banho até a fome que assola o mundo.
Comigo ocorre o fenômeno da mudez seletiva, não consigo telefonar e conversar com pessoas queridas, não tenho o que dizer, tenho medo de que me perguntem como eu vou e eu não saiba responder. Só consigo conversar com meu psiquiatra, afinal pago para falar de mim e tentar sair do sarcófago.
Consigo dizer bom dia aos empregados do prédio e até trocar palavras simpáticas com estranhos...mas isso não é conversar, é só troca de civilidade. Também consigo trocar ideias com amigos virtuais. Nesses tempos escuros para mim a internet e as redes sociais são uma tábua de salvação. Consigo tocar um blog sobre surdez, lendo e selecionando notícias sobre o assunto, estou até conseguindo fazer este texto. E me pergunto será efeito da dose dupla do novo antidepressivo? Espero sinceramente que sim. Já aprendi ao longo de tantos anos que não quero me livrar dos remédios, quero é encontrar um remédio que me ajude a viver. Que me ajude a não desejar desligar o botão e simplesmente deixar de ser.
O assunto suicído é sempre um parceiro da depressão, e às vezes aparece como forma de desejo de expirar, desejo de acabar como quem apaga a luz, nada de suicídos dramáticos, sangrentos, matéria de capa e de investigações policiais. Porque a velha culpa também rege a vontade de desaparecer. Desaparecer mas sem causar problemas para os outros. Morrer sem manchar a calçada de sangue. Sem despertar nenhuma culpa nos vivos. Sem que os vivos fiquem queimando os neurônios perguntando o que eu deixei de fazer?
Depressão, como toda e qualquer doença é um problema pessoal, mas como somos seres gregários, por escolha ou falta de opção, nossos atos se refletem nos outros. Daí a vergonha de passar meses sem telefonar para pessoas queridas, a vergonha de passar dias sem querer sair de casa, sem trocar de roupa, sem conseguir passear, me divertir, ir ao cinema, fazer ou receber visitas. Um sono absurdo, uma fome feroz (falta de serotonina?), falta total de qualquer sentimento de prazer, abandono de tudo aquilo que a gente sempre gostou...e tudo isso acompanhado de uma enorme dor, uma dor penetrante, gritante, indefinida. Falta de qualquer esperança de saída, de futuro. E o click de apagar, ideia constante.
O simples fato de poder escrever sobre isso me consola, estou podendo fazer alguma coisa, agora estou ligeiramente viva, batucando nas teclas. Espero que dure essa trégua.
Agora, depois de um período conturbado, em que a fluoxetina parece não funcionar mais para me ajudar a viver estamos (com ajuda do meu psiquiatra) testando um novo medicamento e novas dosagens.
É um período em que o desejo de melhorar pode mascarar os reais efeitos do remédio...e tenho que prestar muita atenção para saber distinguir se estou melhor ou se estou com vontade de achar que estou melhor.
Há muito tempo já aprendi a mandar à merda (em silêncio, com expressões faciais, etc) aquelas pessoas que diante da palavra depressão dizem, ai deixa disso, vai passar, sai dessa cama, faz uma viagem...ou pior ainda vêm com insinuações religiosas ou de auto-ajuda...maldita boa intenção, vá para o inferno juntar-se às outras boas intenções que lá habitam.
Além do efeito devastador da depressão no corpo e no ânimo, a culpa fica martelando o tempo todo. Culpa por tudo, desde não fazer a lição de casa, não tomar banho até a fome que assola o mundo.
Comigo ocorre o fenômeno da mudez seletiva, não consigo telefonar e conversar com pessoas queridas, não tenho o que dizer, tenho medo de que me perguntem como eu vou e eu não saiba responder. Só consigo conversar com meu psiquiatra, afinal pago para falar de mim e tentar sair do sarcófago.
Consigo dizer bom dia aos empregados do prédio e até trocar palavras simpáticas com estranhos...mas isso não é conversar, é só troca de civilidade. Também consigo trocar ideias com amigos virtuais. Nesses tempos escuros para mim a internet e as redes sociais são uma tábua de salvação. Consigo tocar um blog sobre surdez, lendo e selecionando notícias sobre o assunto, estou até conseguindo fazer este texto. E me pergunto será efeito da dose dupla do novo antidepressivo? Espero sinceramente que sim. Já aprendi ao longo de tantos anos que não quero me livrar dos remédios, quero é encontrar um remédio que me ajude a viver. Que me ajude a não desejar desligar o botão e simplesmente deixar de ser.
O assunto suicído é sempre um parceiro da depressão, e às vezes aparece como forma de desejo de expirar, desejo de acabar como quem apaga a luz, nada de suicídos dramáticos, sangrentos, matéria de capa e de investigações policiais. Porque a velha culpa também rege a vontade de desaparecer. Desaparecer mas sem causar problemas para os outros. Morrer sem manchar a calçada de sangue. Sem despertar nenhuma culpa nos vivos. Sem que os vivos fiquem queimando os neurônios perguntando o que eu deixei de fazer?
Depressão, como toda e qualquer doença é um problema pessoal, mas como somos seres gregários, por escolha ou falta de opção, nossos atos se refletem nos outros. Daí a vergonha de passar meses sem telefonar para pessoas queridas, a vergonha de passar dias sem querer sair de casa, sem trocar de roupa, sem conseguir passear, me divertir, ir ao cinema, fazer ou receber visitas. Um sono absurdo, uma fome feroz (falta de serotonina?), falta total de qualquer sentimento de prazer, abandono de tudo aquilo que a gente sempre gostou...e tudo isso acompanhado de uma enorme dor, uma dor penetrante, gritante, indefinida. Falta de qualquer esperança de saída, de futuro. E o click de apagar, ideia constante.
O simples fato de poder escrever sobre isso me consola, estou podendo fazer alguma coisa, agora estou ligeiramente viva, batucando nas teclas. Espero que dure essa trégua.
domingo, 11 de dezembro de 2011
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