sábado, 7 de janeiro de 2012

Roupa com ar condicionado - será a solução para um verão sufocante?

http://www.japantrendshop.com/kuchofuku-airconditioned-cooling-work-shirt-p-1202.html

If you work in hot conditions, don't sweat it out any more. Kufukucho has come up with an ingenious solution. The Air-Conditioned Cooling Work Shirt! Yes, following the brand's clever series of seat cushions, mats and beds, this polyester shirt features fans that drive fresh, cooling air flow all over your body.
Kuchofuku Air-Conditioned Cooling Work Shirt
Powered by simple household batteries in a control box, you just need to connect the fans to the slow on the back of the shirt, and then hook up the cable. Adjustable to high or low depending on how much you need to cool down, the shirt is also available in a range of sizes and even features useful pockets and short sleeves to add to the practicality, and of course the coolness! Perfect for long, hard days in the hot months!
Kuchofuku Air-Conditioned Cooling Work Shirt
The Kufukucho Air-Conditioned Work Shirt features:
  • P-500HC69 fan-cooled shirt
  • Short sleeves
  • Made from polyester
  • Color: Dark gray (color may vary slightly from images shown)
  • Air flow: about 20 liters per second (strong), about 12 liters per second (weak)
  • Weight: about 550g (19.4 oz)
  • Power Consumption: 2.5W
  • Includes: fans x2, control box, cable
  • Power: AA batteries x2 (not included)
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Kuchofuku Air-Conditioned Cooling Work Shirt
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Designer japonês inventa roupa com ar condicionado incorporado (com vídeo)

Designer japonês inventa roupa com ar condicionado incorporado (com vídeo) Uma pequena empresa de design japonesa, a Kuchofuku Co, está a comercializar camisolas, calças e casacos equipados com um pequeno aparelho de ar condicionado, uma inovação que pretende responder às restrições energéticas no Japão pós-Fukushima.
De acordo com a AFP, estes equipamentos de ar condicionado baseiam-se numa bateria de lítio que pode manter a roupa fresca durante 11 horas com uma única carga, consumindo muito menos energia que um ar condicionado tradicional.
As roupas mais baratas custam cerca de €77 e poderão chegar em breve aos Estados Unidos, onde várias regiões se debatem com temperaturas muito elevadas, ou até a Portugal, no Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território.
“Tive esta ideia quando me ocorreu que não precisávamos de arrefecer uma sala inteira se as pessoas se sentirem frescas por si próprias”, revelou o presidente e designer da Kuchofuku, Hiroshi Ichigaya.
“Trabalho num local muito quente e tenho de usar fatos de manga comprida, por isso comprei este equipamento para ficar fresco e evitar ataques de coração”, explicou por sua vez ao The Telegraph Ryo Igarashi, de 33 anos.
Ainda segundo a AFP, esta não a primeira vez que uma empresa de design japonesa tenta reinventar o conceito de arrefecimento pessoal. Veja este exemplo. E este.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Depressão Crônica, que vai e volta...tentando entender.

Já descobri que sou uma MULHER BARÔMETRO, que as variações atmosféricas me atingem de um modo muito marcante. É só uma tempestade começar a se armar que tenho ataques de sonolência, mal estar e tudo de ruim que acompanha essa turbulência meteorológica e pessoal.


Agora, depois de um período conturbado, em que a fluoxetina parece não funcionar mais para me ajudar a viver estamos (com ajuda do meu psiquiatra) testando um novo medicamento e novas dosagens.
É um período em que o desejo de melhorar pode mascarar os reais efeitos do remédio...e tenho que prestar muita atenção para saber distinguir se estou melhor ou se estou com vontade de achar que estou melhor.


Há muito tempo já aprendi a mandar à merda (em silêncio, com expressões faciais, etc) aquelas pessoas que diante da palavra depressão dizem, ai deixa disso, vai passar, sai dessa cama, faz uma viagem...ou pior ainda vêm com insinuações religiosas ou de auto-ajuda...maldita boa intenção, vá para o inferno juntar-se às outras boas intenções que lá habitam.


Além do efeito devastador da depressão no corpo e no ânimo, a culpa fica martelando o tempo todo. Culpa por tudo, desde não fazer a lição de casa, não tomar banho até a fome que assola o mundo.


Comigo ocorre o fenômeno da mudez seletiva, não consigo telefonar e conversar com pessoas queridas, não tenho o que dizer, tenho medo de que me perguntem como eu vou e eu não saiba responder.  Só consigo conversar com meu psiquiatra, afinal pago para falar de mim e tentar sair do sarcófago.
Consigo dizer bom dia aos empregados do prédio e até trocar palavras simpáticas com estranhos...mas isso não é conversar, é só troca de civilidade. Também consigo trocar ideias com amigos virtuais. Nesses tempos escuros para mim a internet e as redes sociais são uma tábua de salvação. Consigo tocar um blog sobre surdez, lendo e selecionando notícias sobre o assunto, estou até conseguindo fazer este texto. E me pergunto será efeito da dose dupla do novo antidepressivo? Espero sinceramente que sim. Já aprendi ao longo de tantos anos que não quero me livrar dos remédios, quero é encontrar um remédio que me ajude a viver. Que me ajude a não desejar desligar o botão e simplesmente deixar de ser.


O assunto suicído é sempre um parceiro da depressão, e às vezes aparece como forma de desejo de expirar, desejo de acabar como quem apaga a luz, nada de suicídos dramáticos, sangrentos, matéria de capa e de investigações policiais. Porque a velha culpa também rege a vontade de desaparecer. Desaparecer mas sem causar problemas para os outros. Morrer sem manchar a calçada de sangue. Sem despertar nenhuma culpa nos vivos. Sem que os vivos fiquem queimando os neurônios perguntando o que eu deixei de fazer?


Depressão, como toda e qualquer doença é um  problema pessoal, mas como somos seres gregários, por escolha ou falta de opção, nossos atos se refletem nos outros. Daí a vergonha de  passar meses sem telefonar para pessoas queridas, a vergonha de passar dias sem querer sair de casa, sem trocar de roupa, sem conseguir passear, me divertir, ir ao cinema, fazer ou receber visitas. Um sono absurdo, uma fome feroz (falta de serotonina?), falta total de qualquer sentimento de prazer, abandono de tudo aquilo que a gente sempre gostou...e tudo isso acompanhado de uma enorme dor, uma dor penetrante, gritante, indefinida. Falta de qualquer esperança de saída, de futuro.  E o click de apagar, ideia constante.
 O simples fato de poder escrever sobre isso me consola, estou podendo fazer alguma coisa, agora estou ligeiramente viva, batucando nas teclas. Espero que dure essa trégua.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Enxaqueca pode aumentar o risco de depressão, diz estudo

Enxaqueca pode aumentar o risco de depressão, diz estudo

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,enxaqueca-pode-aumentar-o-risco-de-depressao-diz-estudo,804404,0.htm 

De acordo com pesquisadores, pessoas com depressão clínica também teriam grandes chances de sofrer dores de cabeça latejantes

29 de novembro de 2011 | 9h 12

Reuters
Pessoas que sofrem com dores de cabeça muito fortes correm mais riscos de desenvolver depressão clínica, sugere um novo estudo, realizado por especialistas do Canadá. A pesquisa, publicada na revista Headache (dor de cabeça em português), ainda sugere que as pessoas com depressão clínica também têm grandes chances de ter enxaqueca. De acordo com os pesquisadores, porém, essa segunda descoberta pode ter sido feita ao acaso.
Pesquisa mostoru que pessoas com enxaqueca têm 80% mais probabilidade de desenvolver depressão - Arquivo/AE
Arquivo/AE
Pesquisa mostoru que pessoas com enxaqueca têm 80% mais probabilidade de desenvolver depressão

Para a líder da equipe, Geeta Modgill, da Universidade de Calgary, aqueles que sofrem de enxaqueca e depressão precisam conhecer os sinais de ambos os males, já que sofrer de um deles pode significar vir a ter o outro.

Enxaquecas são dores de cabeça latejantes, às vezes em apenas um lado da cabeça, que podem vir acompanhadas de náuseas e sensibilidade à luz. Às vezes, elas podem ser precedidas de perturbações visuais conhecidas como 'auras'. Depressão é um transtorno mental grave definida por um conjunto de sintomas que podem incluir a tristeza, a insônia, a fadiga e dormência emocional.

Para realizar esse novo estudo, a equipe de Modgil utilizou dados da Pesquisa Nacional de Saúde da População Canadense, que avaliou mais de 15 mil pessoas, a cada dois anos, entre 1994 e 2007. No geral, cerca de 15% delas tiveram depressão e cerca de 12% sofreram enxaquecas ao longo desses 12 anos.

Casos de depressão foram significativamente mais comuns entre as pessoas que apresentaram enxaqueca no início do estudo - 22% dos pacientes com enxaqueca também tinham depressão, versus 14,6% daqueles que não tinham a doença.

Esse fato mostrou que pessoas com enxaqueca têm 80% mais probabilidade de desenvolver depressão do que pessoas sem essas dores de cabeça. A ligação também se manteve quando foram analisadas outras influências, como idade e sexo.

Pessoas com depressão também mostraram ter 40% mais probabilidade de desenvolver enxaqueca do que os não deprimidos, mas essa relação não era tão forte quanto a primeira. Além disso, a associação desapareceu quando os dados foram ajustados para o estresse e o trauma de infância.

Segundo os pesquisadores, certas situações vividas na infância podem alterar a forma como o cérebro responde ao estresse mais tarde, mas este tipo de estudo não serve para destrinchar os efeitos biológicos. A pesquisa também não pode determinar causa e efeito para o link percebido entre a depressão e a enxaqueca.

Apesar de nenhum mecanismo evidente, Geeta Modgill afirmou que 'algo está acontecendo aqui', merecendo ser estudado. "O próximo passo deve focar em como explorar esta informação e de que forma ela poderá ser usada por médicos", disse a pesquisadora.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Entender a fibromialgia - se voce conhece alguém que tem fibromialgia saiba que...

http://mayo12.blogspot.com/2006/06/amas-alguien-con-fibromialgia.html 

¿Amas a alguien con Fibromialgia?

¿Amas a alguien con Fibromialgia?Norma I. Agrón(Inspirado en una carta de Bek Oberin)

El propósito de esta artículo es ayudar a personas que conocen a alguien con Fibromialgia a entenderlos mejor)

Si amas a alguien con fibromialgia sabrás que padecemos de dolores severos que varían de día a día y de hora en hora. Esto no lo podemos predecir. Por eso queremos que entiendas que a veces tenemos que cancelar cosas en el último momento y esto nos molesta tanto como a ti. No pienses que somos informales ni que ponemos falsas excusas, es que no nos encontramos bien, no pienses que te engañamos porque es duro para nosotros tener que hacerlo.Queremos que sepas que nosotros mismos tenemos que aprender a aceptar nuestro cuerpo con sus limitaciones, y no es fácil.

Es una lucha diaria que a veces nos viene larga y dura de aceptar. No hay cura para la fibromialgia pero tratamos de aliviar los síntomas a diario. No pedimos ni queremos padecer de esto. Nosotros no hemos elegido padecer esta enfermedad toda la vida.Muchas veces nos sentimos abrumados y no podemos lidiar con más tensiones de las que tenemos. Si es posible no le añadas más tensiones a mi cuerpo.

Aunque nos veas bien, no nos sentimos bien. Nos vemos obligadas a aprender a vivir con un dolor constante la mayoría de los días. Hemos tenido que aprender a disfrutar de la vida con un dolor crónico. Cuando nos ves felices no necesariamente quiere decir que no tenemos dolor, simplemente que estamos lidiando con él. Que queremos vivir sobre todas las cosas. Algunas personas piensan que no podemos estar tan mal si aparentemente se nos ve bien. El dolor no se ve. Eso es uno de nuestros grandes inconvenientes.

Esto es una enfermedad crónica "invisible" y no es fácil para nosotros tenerla y sobrellevarla. La sufrimos la mayoría de las veces en silencio porque somos conscientes de que no se nos entiende. Eso nos provoca un gran desaliento y frustración porque no sólo tenemos que soportar los dolores sino enfrentarnos a la incomprensión e incredulidad de amigos, pareja y médicos.Entiende, por favor, que porque no podamos trabajar como antes no es que seamos vagos.

Nuestro perfil psicológico demuestra que la mayoría de nosotros hemos sido personas hiperactivas en nuestra vida y nos hemos visto obligados a cambiar de forma de ser. Si hemos llegado a la enfermedad, en muchos casos, ha sido por exceso de stress en nuestras vidas. Nuestro cansancio y dolor es impredecible y debido a esto tenemos que hacer ajustes en nuestro estilo de vida. Algo que parece sencillo y fácil de hacer para ti, no lo es para nosotros, y puede ocasionarnos mucho cansancio, dolor y frustración el no poder hacerlo. No necesariamente algo que hicimos ayer lo podemos hacer hoy, pero tampoco quiere decir que no volvamos a ser capaces de hacerlo.

A veces no sabemos como va a responder nuestro cuerpo.A veces nos deprimimos. ¿Quién no se deprimiría con un dolor fuerte y constante? Se ha encontrado que la depresión se presenta con igual frecuencia en la fibromialgia que en cualquier otra condición de dolor crónico, pero aún quedan muchos médicos que no lo aceptan. No nos da dolor por estar deprimidos sino que nos deprimimos por el dolor e incapacidad de hacer lo que solíamos. Más aún si se nos considera sólo y exclusivamente enfermos psíquicos. Hemos sido personas muy activas que nos hemos visto obligadas a reajustar nuestra vida, a readaptarnos a unas limitaciones físicas que no nos dejan ser nosotras mismas dentro de nuestro cuerpo.

Eso nos ha provocado un gran desequilibrio. También nos sentimos mal cuando no existe el apoyo y entendimiento de los médicos, cuando vemos que nuestro diagnóstico ha tardado años en llegar, en que existen médicos que no nos apoyan cuando es esencial para nosotros su ayuda, mientras llega un tratamiento eficaz para su cura.También necesitamos la comprensión de los familiares y amigos. Por favor, compréndeme, necesito que me creas y que con tu apoyo pueda ser más fácil soportar y vivir con mi dolor.

Aunque durmamos toda la noche no descansamos lo suficiente. Las personas con fibromialgia tienen un sueño de mala calidad, lo que empeora el dolor los días que duermen mal.Para nosotros no es fácil permanecer en una misma posición (aunque sea sentados) por mucho tiempo. Esto nos causa mucho dolor y toma tiempo recuperarnos. Por eso no vamos a algunas actividades en las que sabemos que este factor nos perjudicaría. A veces hacemos actividades aunque sabemos las consecuencias que traerá. Preferimos soportar los dolores antes que dejar pasar la vida a nuestro lado sin vivirla.

No nos estamos volviendo locos si a veces se nos olvidan cosas sencillas, lo que estábamos diciendo, el nombre de alguien o decimos una palabra equivocada. A veces nos cuesta trabajo expresarnos. Estos son problemas cognoscitivos que son parte de la fibromialgia, especialmente en los días en que tenemos mucho dolor.

Es algo extraño tanto pata ti como para mí. Pero riamos juntos y ayudémonos a mantener nuestro sentido del humor.La mayoría de las personas con fibromialgia somos mejores conocedores de esta condición que algunos médicos y otras personas, pues nos hemos visto obligados a educarnos en solitario para entender a nuestro cuerpo y encontrar mejoría.Nos sentimos muy felices cuando tenemos un día con poco o ningún dolor, valoramos algo que hemos dejado de tener, la salud, cuando logramos dormir bien, cuando hecemos algo que hace tiempo no lográbamos, cuando nos entienden, cuando nos creen.

Verdaderamente apreciamos todo lo que has hecho y puedes hacer por mí; incluyendo tu esfuerzo por informarte y entenderme. Pequeñas cosas significan mucho para mí y necesito que me ayudes. Sé gentil y paciente. Recuerda que dentro de este cuerpo adolorido y cansado todavía sigo estando yo. Intento seguir siendo yo misma.

Estoy tratando de aprender a vivir día a día, con mis nuevas limitaciones y a mantener la esperanza en el mañana. Ayúdame a reír y a ver las cosas maravillosas que Dios nos da.Gracias por haber leído esto y dedícame tu tiempo. Tal vez desde ahora puedas comprenderme mejor. De veras que agradezco tu interés y apoyo porque lo necesito.

domingo, 17 de abril de 2011

Alergia e Depressão - pode haver um vínculo.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/pesquisas-sugerem-vinculo-entre-alergias-e-depressao
Reações alérgicas liberam compostos chamados citoquinas, que podem reduzir os níveis do hormônio serotonina, que ajuda a manter as sensações de bem-estar
Agora é outono no Brasil, mas no Hemisfério Norte já é primavera. Este período do ano sempre traz um surto de espirros, fungadas e narizes entupidos. Mas alergias sazonais podem ser psicologicamente prejudiciais? Uma onda de pesquisas sugere que pode ser o caso. Ainda que não existam evidências firmes de que alergias causem depressão, vastos estudos mostram que pessoas que sofrem de alergia realmente apresentam maior risco de depressão.
Alergias graves podem trazer sonolência, dores de cabeça, fadiga e uma sensação geral de mal-estar físico, que em conjunto podem piorar o humor. Estudos identificaram que reações alérgicas liberam no corpo compostos chamados citoquinas, que desempenham um papel na inflamação e pode reduzir os níveis do hormônio serotonina, que ajuda a manter as sensações de bem-estar. E é de conhecimento comum que algumas medicações comuns para alergia, como corticosteroides, podem causar ansiedade e oscilações de humor.
Muitos estudos de grande porte descobriram que o risco de depressão em pessoas com alergias graves é duas vezes maior que em pessoas sem alergias. Em 2008, pesquisadores da University of Maryland reportaram que essa conexão pode ajudar a explicar um amplamente observado — porém mal compreendido — aumento de suicídios durante a primavera todo ano. Analisando registros médicos, os autores viram que, em alguns pacientes, mudanças nos sintomas de alergia durante as temporadas de baixa e alta polinização se correlacionavam com mudanças em seus níveis de depressão e ansiedade.
Um estudo populacional finlandês de 2003 constatou uma relação entre alergias e depressão; contudo, mulheres tendiam muito mais a serem afetadas. Em 2000, um estudo com gêmeos, na Finlândia também, mostrou um risco comum de depressão e alergias, um resultado de influências genéticas, escreveram os autores. 
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Alergia e depressão


Outra pesquisa, apresentada no congresso da Associação Americana de Psiquiatria, apontou provas da relação entre infecções e depressão. Chefe do programa de ansiedade e humor da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, o médico Partam Manalai anunciou os resultados de uma pesquisa financiada pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA, que vincula a alergia à piora da depressão. Segundo o psiquiatra, pacientes com distúrbios do humor que são expostos a determinados pólens tendem a ficar mais deprimidos.

– Quando a rinite chega a um ponto exacerbado, as pessoas ficam mais mal-humoradas, têm problemas de cognição e, de forma geral, não se sentem bem – conta.

A culpa pode estar no pólen das plantas que, durante a primavera, é mais abundante. Não é que os alérgicos fiquem tristes porque os sintomas pioram. O que acontece é que, em contato com o agente que desencadeia a crise, o sistema imunológico responde com um antígeno, a imunoglobulina E.

Embora o anticorpo combata os efeitos do pólen, ele também acaba desencadeando problemas de humor.

– Em um grupo de pacientes com alergia e depressão, um tratamento profilático para essas condições pode prevenir a piora do humor durante o pico da estação. Nossas descobertas podem conduzir pesquisas sobre novos agentes terapêuticos para lidar com distúrbios do humor – acredita Manalai.
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Infelicidade contagiosa: mau humor e depressão podem ser causados por vírus e bactérias

Estudo aponta que infecção pode desencadear problemas emocionais ou de comportamento


Muitas vezes, mau humor, depressão e falhas na memória não são culpa de problemas emocionais ou mentais. Por trás da tristeza, talvez escondam-se vírus e bactérias. Cada vez mais, pesquisas mostram que o sistema imunológico, ao contrário do que se imaginava, está em perfeita sintonia com o nervoso.

O mais recente congresso anual da Sociedade Americana de Imunologia apresentou pistas interessantes de como uma infecção pode desencadear problemas emocionais ou de comportamento — incluindo o transtorno obsessivo compulsivo. Por exemplo, quando um agente infeccioso quebra a barreira do cérebro, as células de defesa relacionadas ao lúpus — doença autoimune do tecido conjuntivo — são acionadas e podem danificar o hipocampo. Essa área do cérebro está relacionada à memória.

O poder dos micro-organismos exógenos sobre o cérebro foi demonstrado em um estudo feito com ratos de laboratório por pesquisadores da Universidade de Bristol e da Universidade College London, ambas na Inglaterra. Os cientistas descobriram que a bactéria Mycobacterium vaccae, facilmente encontrada no solo, altera o comportamento de forma similar à ação de antidepressivos. O artigo, um dos destaques científicos de 2010, foi publicado na revista especializada Neuroscience. Nesse caso, a "bactéria amiga" trouxe bem-estar, em vez de infelicidade.

Segundo Chris Lowry, principal autor do estudo, o interesse pelo tema surgiu depois que foi reportado que pacientes de câncer cujo quimioterápico era composto pela bactéria apresentavam melhor qualidade de vida, sem explicações plausíveis.

Para Lowry, ficou claro que esse efeito só poderia ser causado pela ativação de neurônios que contêm serotonina, o neurotransmissor associado à felicidade. Estudos em laboratório confirmaram a hipótese. O cérebro dos ratos que recebiam doses da M.vaccae passou a produzir mais serotonina. Sabe-se que a falta dessa substância é um dos desencadeadores da depressão em humanos.

— Isso deixa cada vez mais evidente o mecanismo de comunicação entre o corpo e o cérebro, além de reforçar o quanto um sistema imunológico sadio é importante para a saúde mental — disse Lowry.

Alergia e depressão
Pesquisa financiada pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA vincula a alergia à piora da depressão. Segundo o psiquiatra Partam Manalai, da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, pacientes com distúrbios do humor expostos a determinados pólens tendem a ficar mais deprimidos.

— A depressão é muito comum, mas a alergia é ainda mais. Uma em cada duas pessoas pode ter algum tipo de sensibilidade alérgica e uma em cada cinco tem rinite alérgica. Quando a rinite chega a um ponto exacerbado, as pessoas ficam mais mal-humoradas e não se sentem bem — explica Manalai.

A culpa pode estar no pólen das plantas que, durante a primavera, é mais abundante. De acordo com o médico, diversos estudos demonstraram um pico nas taxas de suicídios nesta estação, enquanto que, no inverno, os índices caem. Não é que os alérgicos fiquem tristes porque os sintomas pioram. O que ocorre é que, em contato com o agente que desencadeia a crise, o sistema imunológico responde com um antígeno específico, a imunoglobulina E. Embora o anticorpo combata os efeitos do pólen, ele também acaba desencadeando problemas de humor.

— Em um grupo de pacientes, todos com alergia e depressão, um tratamento profilático pode prevenir a piora do humor durante o pico da estação. Nossas descobertas podem ajudar — acredita Manalai.

Especialistas como Jonathan Kipnis, da Universidade da Virgínia-Charlotteville, alertam que as infecções e as respostas do sistema imunológico podem desencadear problemas no sistema nervoso. Alertam, porém, que não estão atribuindo unicamente aos microorganismos a ocorrência de distúrbios mentais ou comportamentais. Além disso, a maioria dos estudos encontra-se na fase 1, realizada somente com animais. O que não quer dizer que, no futuro, os antidepressivos não possam ser trocados por antibióticos.
CADERNO VIDA -
Juan Barbosa / 
Pacientes com distúrbios do humor expostos a determinados pólens tendem a ficar mais deprimidos
Foto:  Juan Barbosa

     

    domingo, 27 de março de 2011

    A mulher barômetro

    Sou eu! Não sei porque raios de neurônios, memória genética, RH negativo ou outras causas secretas sou tremendamente sensível às mudanças atmosféricas. Baixa pressão atmósférica, eletricidade no ar, tempestades...me afetam e me derrubam assim como um belo vento frio me desperta para a vida.

    O calor me transforma (como diz Fernando Pessoa num poema: eu que não tenho tido paciência para tomar banho...e nem pentear os cabelos) em feia adormecida sem príncipe, a fibromialgia me impede de dar os passeios a pé que tanto gosto...e uma vontade infinita de dormir, e o pior dormir sem descansar como se eu tivesse o cansaço ancestral acumulado.
    O dr. Oliver Sacks ia adorar me conhecer e observar meus sintomas...muitos deles já descritos em Enxaqueca.

    Quando acordo com sono, cansada, vontade de chorar sem motivo, uma fome arrasadora de pão e carboidrado já sei que ELA vem aí...e o pior é que vem por etapas, num dia eu tenho essa fome gigantesca( pareço um poço sem fundo querendo devorar pedras e tijolos) e sonolência, depois vem a vontade de chorar não sei porque, num outro dia vem o vômito...caramba! Não consigo combinar um programa, um passeio, uma visita porque nunca sei como vou estar no dia marcado. E não me venham com explicações falsamente psicológicas dessas de revistinhas femininas...Eu quero sair, eu quero encontrar pessoas, eu quero me comunicar enfim eu quero viver mas meu corpanzil não me acompanha, sabota meus desejos de viver.
    Quando não é tudo isso é tudo aquilo da rinite alérgica...as águas escorrendo pelo nariz e olhos,
    lábios partidos, tosse seca, nariz e ouvidos tapados (para quem já é surda piora uma barbaridade).
    Descobri que existe uma rara forma de "depressão sazonal de verão" com poucas pessoas premiadas com ela ao redor do mundo...meus neurônios gostam de coisas raras então eu tenho a tal depressão reversa...quando todos saem para o mar, para o sol eu quero entrar numa câmara frigorífica. Vivo enclausurada em ambientes com ar condicionado e se saio nas horas mais quentes tenho medo de desmaiar na rua. O sol me "ataca" como diz uma sofredora do mesmo mal numa reportagem do NY Times. Pelos menos sei que não estou inventando moda, a coisa existe e eu tenho...deve evitar ambientes quentes e fechados, sair nas horas de sol forte, evitar luz e claridade, e dobrar a dose habitual de fluoexetina que tem sido meu apoio químicos nos últimos anos...
    O pior é quando dizem você se entrega...saia, passeie, converse com as pessoas, tudo isso justamente quando você tem vontade de se meter muna caverna geladinha e hibernar no verão.
    Todo mundo aceita que alguns não gostem de comer carne ou tomar leite, não bebam ou bebam um pouco além da conta...mas parece que há uma conspíração contra os que sofrem de depressão no verão que é segundo a grande maioria a estação do sol e da alegria...quando para os sofredores de "summer sad" (disturbio afetivo sazonal de verão em inglês, SAD é uma sigla e não a palavra TRISTE atenção tradutores automáticos).
    Tanto cansei de explicar as minhas singularidades que desisti, passo por chata, egoista, fria, antisocial ou o que queiram e só discuto esses assuntos com pessoas muito MUITO amigas e com meu psiquiatra.
    Ou coloco no meu blog que virou meu caderno de anotações pessoais, é mais fácil ter esse caderno virtual porque não ocupa espaço físico.
    ONTEM EU TIVE MUITA FOME, HOJE TIVE MUITO SONO...ELA VEM AI!!!! SOCORRO!!!
    OUTRA HORA REVISO OS ERROS...AGORA VOU VER SE POSSO ME ESCONDER...


    A mulher barômetro - a saga continua...
    O texto acima é de 2009 - mas tudo continua como antes - talvez pior porque estou mais velha...
    Ontem em Sampa a temperatura subiu muito (uns 30 graus?) apesar de ser outono.
    Antes de eu olhar o termômetro já sabia pelos sinais que meu corpo emite: parecia que do centro do meu corpo saia um calor vulcânico, uma sonolência terrível e a sensação de fome insaciável de carboidratos, que os pesquisadores associam com a falta de serotonina, uma tontura como se estivesse num barco ou durante um terremoto.
    Se a temperatura continuar alta já sei que tenho que dobrar a dose do medicamento. Mas é horrível me sentir escrava das variações meteorológicas, principalmente porque meu corpo dá sinais e fica mal antes de que o fenômeno aconteça, quando se está armando uma tempestade fico totalmente sensível. É muito chato.